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Radiojornalismo na sociedade contemporânea, por Marceli Passos

A primeira emissora de rádio do Brasil foi inaugurada em 1922, no Rio de Janeiro. Primeiro artefato eletrônico a invadir o ambiente doméstico, o rádio era muito utilizado pelas pessoas como meio de obter informações e entretenimento, principalmente por seu grande poder de abrangência.
A sua época áurea ocorreu entre os anos 30 e 50, a partir daí surge a TV e a história do rádio fica marcada pela ameaça de desaparecer por conta desse novo meio que se instalou no país. Mas o rádio continua o seu papel de meio de comunicação e tem sua programação variada, agora contendo não só raidonovelas e programas de música como também mais informação para os seus ouvintes. Dizer que o radiojornalismo só surge nessa época é um equívoco, uma vez que a difusão de informações sempre aconteceu no rádio desde a sua criação, por exemplo quando uma emissora era inaugurada ela transmitia algum evento ou pelo menos informava sobre sua própria existência. O que é possível afirmar é que nesse momento em que o rádio precisou se firmar ainda mais como veículo de informação o radiojornalismo ganhou força principalmente por oferecer a informação de maneira quase instantânea.
Com o advento da internet, os meios de comunicação tiveram de se readaptar a velocidade com que esse meio consegue disseminar cultura, informação e entretenimento. Com o rádio não foi diferente, de acordo com Magda Cunha “um indivíduo pode criar sua própria emissora na Internet, fazê-la falar para o mundo ou apenas para um grupo de amigos”; começaram a surgir as webradios que oferecem não só a programação ao vivo como também dispositivos para gravação da mesma que permite ao ouvinte escutá-la quando lhe for conveniente, além da criação de podcasts, que são programas gravados e disponibilizados na web.
É perceptível a evolução do rádio tanto na sua forma de emissão uma vez que é permitido ao ouvinte criar sua própria rádio, quanto no seu conteúdo que é composto cada vez mais por informação. Essa transformação é possibilitada principalmente pela evolução tecnológica que vem sendo disponibilizada ao meio.. Atualmente a interatividade entre o locutor e o ouvinte se dá da maneira cada vez mais intensa e a tendência do rádio é crescer cada vez mais como veículo de comunicação uma vez que ele consegue abranger tanto o “seu” João na fazenda com seu rádio de pilha, quanto pessoas com maior poder aquisitivo através de webradios e podcasts.

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