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RADIOJORNALISMO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA - TAINÃ LUA

A versatilidade radiofônica

Desde o ínicio da história do rádio no Brasil, o jornalismo fez-se presente. Em transmissões AM ou FM, o rádiojornalismo alcançou as diversas camadas sociais , participando de todos os movimentos da vida brasileira e procurando desenvolver-se em paralelo ao país, de acordo com as demandas de seus ouvintes.
Político de nascensa, o rádio e seu jornalismo, muitas vezes com fortes conotações de parcialidade, oscilaram de porta-voz de políticos à instrumento de mobilização popular. Tendo obtido êxito a nível nacional e local em ambas utilizações. Ora, destacando notícias de interesse popular, os recados urgentes para locais de dificil acesso, e valorizando os municípios, onde consegue uma maior proximidade com seus ouvintes, o rádio garante no interior do país, uma grande fatia de sua audiência. Situação que perdura ainda nos tempos atuais.
Contudo, a ascenção da televisão faz balançar as estruturas radiofônicas que, frente a concorrência da novidade tecnológica, começam a buscar alternativas para se manterem vivas. E é aliando-se as inovações da tecnologia eletrônica que a rádio trilha um novo caminho na especialização das emissoras, pautando-se na segmentação de públicos. O que se nota é que , mesmo frente ao desleal protagonismo da tv, dentre os meios de comunicação, esta não vem substituir o rádio e sim dar um empurrão para o seu aperfeiçoamento.
No âmbito jornalístico, a programação ganha um caráter distinto com o suporte da edição, que tanto vem atribuir mais qualidade quanto permitir um maior controle sobre o conteúdo das mensagens. Essa versatílidade adaptativa do rádio se repete frente a digitalização da vida, mediada via internet, pelo computador. Da preocupação de estar em constante aperfeiçoamento e em sincronia com as novas tendências tecnológicas, surge o rádio dígital. Pensada para o espaço da Web, este novo formato permite uma hipersegmentação com produções altamente direcionadas para cada público alvo. A rádio deixa de ser somente som para ser áudio, imagem e dados.
Interatividade,é enfim o que o rádio hoje nos oferece. Numa roupagem mais moderna e ágil, ele conta com a companhia perpétua de um jornalismo que também se reconstrói e reaprende a dominar a linguagem radiofônica que se configura. Onde, ao destinatário passa a ser viabilizada a possibilidade não só de ouvir, mas de falar, responder. Forçando o diálogo real entre emissor e receptor.

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