Comunicação Social - 2009.1 - UESC
TEXTO - RADIOJORNALISMO NA SOCIEDADE ATUAL- BRENA GONÇALVES
REPORTAGEM MAIS ENTREVISTA
materia - Brena Gonçalves
reportagem mais debate
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Radiojornalismo na sociedade contemporânea, por Marceli Passos
A sua época áurea ocorreu entre os anos 30 e 50, a partir daí surge a TV e a história do rádio fica marcada pela ameaça de desaparecer por conta desse novo meio que se instalou no país. Mas o rádio continua o seu papel de meio de comunicação e tem sua programação variada, agora contendo não só raidonovelas e programas de música como também mais informação para os seus ouvintes. Dizer que o radiojornalismo só surge nessa época é um equívoco, uma vez que a difusão de informações sempre aconteceu no rádio desde a sua criação, por exemplo quando uma emissora era inaugurada ela transmitia algum evento ou pelo menos informava sobre sua própria existência. O que é possível afirmar é que nesse momento em que o rádio precisou se firmar ainda mais como veículo de informação o radiojornalismo ganhou força principalmente por oferecer a informação de maneira quase instantânea.
Com o advento da internet, os meios de comunicação tiveram de se readaptar a velocidade com que esse meio consegue disseminar cultura, informação e entretenimento. Com o rádio não foi diferente, de acordo com Magda Cunha “um indivíduo pode criar sua própria emissora na Internet, fazê-la falar para o mundo ou apenas para um grupo de amigos”; começaram a surgir as webradios que oferecem não só a programação ao vivo como também dispositivos para gravação da mesma que permite ao ouvinte escutá-la quando lhe for conveniente, além da criação de podcasts, que são programas gravados e disponibilizados na web.
É perceptível a evolução do rádio tanto na sua forma de emissão uma vez que é permitido ao ouvinte criar sua própria rádio, quanto no seu conteúdo que é composto cada vez mais por informação. Essa transformação é possibilitada principalmente pela evolução tecnológica que vem sendo disponibilizada ao meio.. Atualmente a interatividade entre o locutor e o ouvinte se dá da maneira cada vez mais intensa e a tendência do rádio é crescer cada vez mais como veículo de comunicação uma vez que ele consegue abranger tanto o “seu” João na fazenda com seu rádio de pilha, quanto pessoas com maior poder aquisitivo através de webradios e podcasts.
radiojornalismo na sociedade contemporânea-gabriela maia
A força atemporal do rádio
O jornalismo é atemporal e sempre esteve inerente ao rádio. Os avanços tecnológicos amedrontaram em parte a força do rádio nesse aspecto, mas é notório que a ausência imagética estimula a imaginação e não deixa de ter qualidade. O jornal na TV se fixou, mas com a web rádio, foi possível que o radiojornalismo crescesse junto nessa turbulência tecnológica e esse fluxo grande de informações. Importante frizar, o jornalismo local sempre agradou a população que muitas vezes não encontra notícias regionais na TV e assim recorre ao rádio.
“A comunicação na atualidade, é um negócio que transcende os veículos tradicionais. Conjuga ferramentas, informáticas e telecomunicacionais e transita da informação ao entretenimento.”
A proximidade que o radiojornalismo oferece ao ouvinte e a rapidez em obter informações, cativa e fideliza público.
É fato que a objetividade, agilidade, instantaneidade, pontualidade e ritmo na fala estão presentes no radiojornalismo. Enriquecido com a necessidade de informar os acontecimentos que estão acontecendo, com o aperfeiçoamento tecnológico e a possibilidade de alcançar o mundo. Sem contar na multiplicidade das formas da informação (debates, entrevistas, notas, boletins, etc.). Todos esses fatores influenciaram na otimização do radiojornalismo de tal forma, que o auge se encontra no radiojornalismo da web, além da proposta do digital. Depois que isso aconteceu, o rádio disparou em termos de produção, qualidade de programação e principalmente de informação. Ou seja, o radiojornalismo passou por diversas transformações com as inúmeras possibilidades tecnológicas encontradas pela sua frente. A interatividade é vista como uma ligação ente emissor e receptor, o qual está cada dia mais em comunicação com o rádio.
Percebemos assim, que o radiojornalismo contemporâneo está sempre em processo de evolução e segue como tipo de conhecimento essencial para a organização das sociedades complexas. Além disso, o gênero jornalístico tem uma grande marca da intertextualidade e domínio sobre a definição dos limites da atualidade. Em suma, a única coisa que faz mais falta no radiojornalismo e em outros programas é a interatividade, a possibilidade de enviar e de receber, fazendo dos ouvintes grandes aliados neste meio.
Materia - Vestibular 2010/ Felipe Magalhães
Materia - Mestrado em Meio Ambiente - Luelle Vésper
Radiojornalismo na Sociedade Contemporânea - Luelle Vésper
Muitos dizem que o rádio já nasceu “glocal” e isso é de fato verdadeiro, pois sempre atingiu a todos com notícias do mundo ou aquelas da casa do vizinho. Com o passar dos anos, precisou se reajustar para adequar-se as mudanças que aconteciam na sociedade, como a chegada da televisão e com ela infinitas imagens, e aos anseios de ouvintes cada dia mais exigentes. No caso da TV, o radiojornalismo foi trocado pelo até então desconhecido jornal televisivo e apenas após o surgimento de inovações tecnológicas, ele conseguiu se reerguer. Porém, o jornalismo local sempre agradou a população que muitas vezes não encontra notícias regionais na TV e assim recorre ao rádio.
Dessa forma, temos o radiojornalismo atual, aliado às tecnologias, tecnicamente bem melhor, com mais recursos, modernos equipamentos e profissionais mais preparados. A linguagem está mais moderna justamente por sofrer transformações de acordo com o momento sócio-cultural e tecnológico pelo qual passa. Com a internet, o radiojornalismo encontrou uma grande aliada com a possibilidade de obtenção de informações com mais rapidez. Como conseqüência disso, o veículo se tornou mais ágil, simultâneo aos acontecimentos, próximo ao ouvinte.
De acordo com Walter Sampaio, o rádio só precisava entender que para usar todo seu potencial era necessário se organizar. Depois que isso aconteceu, o rádio disparou em termos de produção, qualidade de programação e principalmente de informação. Ou seja, o radiojornalismo passou por diversas transformações com as inúmeras possibilidades tecnológicas encontradas pela sua frente. A interatividade é vista como uma ligação ente emissor e receptor, o qual está cada dia mais em comunicação com o rádio.
Programa UESC em Debate (Tema: Redes de relacionamento) - Ana Paula Neves, Igor Jandiroba, Malú Carvalho, Marina Alves, Nínive Leão e Rafael de Castro
house people- gabriela maia
Podcast que fala sobre a influência, origem e desmembramentos da música eletrônica.
Matéria - Documentário "Deveras" - Ana Paula Neves
Podcast Rock Itabuna - Reencontro de músicos baianos do rock - Thiago Ferreira
Podcast Rock Itabuna - Show do Krisium - Thiago Ferreira
Matéria - Garotos inteligentes e Heavy Metal - Thiago Ferreira
matérias marceli e filipe
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Pesquisa Debate em Foco
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Matéria - 1º Congresso Nacional de Linguagens e Representações na UESC por Nínive Leão
RADIOJORNALISMO NA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA - TAINÃ LUA
Desde o ínicio da história do rádio no Brasil, o jornalismo fez-se presente. Em transmissões AM ou FM, o rádiojornalismo alcançou as diversas camadas sociais , participando de todos os movimentos da vida brasileira e procurando desenvolver-se em paralelo ao país, de acordo com as demandas de seus ouvintes.
Político de nascensa, o rádio e seu jornalismo, muitas vezes com fortes conotações de parcialidade, oscilaram de porta-voz de políticos à instrumento de mobilização popular. Tendo obtido êxito a nível nacional e local em ambas utilizações. Ora, destacando notícias de interesse popular, os recados urgentes para locais de dificil acesso, e valorizando os municípios, onde consegue uma maior proximidade com seus ouvintes, o rádio garante no interior do país, uma grande fatia de sua audiência. Situação que perdura ainda nos tempos atuais.
Contudo, a ascenção da televisão faz balançar as estruturas radiofônicas que, frente a concorrência da novidade tecnológica, começam a buscar alternativas para se manterem vivas. E é aliando-se as inovações da tecnologia eletrônica que a rádio trilha um novo caminho na especialização das emissoras, pautando-se na segmentação de públicos. O que se nota é que , mesmo frente ao desleal protagonismo da tv, dentre os meios de comunicação, esta não vem substituir o rádio e sim dar um empurrão para o seu aperfeiçoamento.
No âmbito jornalístico, a programação ganha um caráter distinto com o suporte da edição, que tanto vem atribuir mais qualidade quanto permitir um maior controle sobre o conteúdo das mensagens. Essa versatílidade adaptativa do rádio se repete frente a digitalização da vida, mediada via internet, pelo computador. Da preocupação de estar em constante aperfeiçoamento e em sincronia com as novas tendências tecnológicas, surge o rádio dígital. Pensada para o espaço da Web, este novo formato permite uma hipersegmentação com produções altamente direcionadas para cada público alvo. A rádio deixa de ser somente som para ser áudio, imagem e dados.
Interatividade,é enfim o que o rádio hoje nos oferece. Numa roupagem mais moderna e ágil, ele conta com a companhia perpétua de um jornalismo que também se reconstrói e reaprende a dominar a linguagem radiofônica que se configura. Onde, ao destinatário passa a ser viabilizada a possibilidade não só de ouvir, mas de falar, responder. Forçando o diálogo real entre emissor e receptor.
Radiojornalismo na Sociedade Contemporânea - por Ana Paula Neves
O jornalismo é uma profissão competitiva e exigente. Requer honestidade e precisão para que os resultados do trabalho sejam dignos dos esforços despendidos na busca de suas matérias e na divulgação de suas constatações. O radiojornalismo deve se preocupar com a legitimidade de suas notícias já que uma notícia ao ser repassada pelos seus ouvintes dificilmente poderá ser modificada e muitas pessoas podem começar a ouvir uma notícia no meio e não saberam o que já foi dito anteriormente, esse seria um dos motivos para que as informações passadas sejam fiéis a realidade.
Por muito tempo o rádio foi um dos meios de comunicação mais populares e hoje esse fato pode ser constatado se obsevarmos os mais velhos que sempre ouvem e dão credibilidade a rádios, principalmente rádios de frequência AM, mas depois que a televisão se popularizou e encantou a todos com a junção imagem-som e ainda com o surgimento da internet, que venho para revolucionar de vez o modo de se propagar notícias, o rádio teve que se adaptar a todas essas mudanças. Como competir com imagens coloridas, praticidade e segmentação de informações? O radiojornalismo vem tentando se adaptar a todas essas mudanças, inventando e reinventando modelos e formatos para internet como as web rádios, os podcasts que podem ser acessados e ouvidos por qualquer internauta a que momento e ainda tendo a possibilidade de criar sua própria rádio com músicas que mais o agradarem. Com a internet definitivamente o rádio perde o seu caráter regional e ganha proporções mundiais, já que com a tecnologia que temos hoje, qualquer um pode criar sua própria rádio e poderá ser ouvido por um grande número de pessoas ou apenas por um pequeno grupo de ouvintes que venham a se interessar pelos assuntos tratados naquela rádio.
Por fim, pode-se constatar que o rádio ainda têm uma longa estrada para se adaptar as novas tecnologias, e ao novo público que vem surgindo paralelamente com elas.
PODCAST - I-DOSER - BRENA E LUA.
Radiojornalismo na sociedade contemporânea - Sheylla Tomás
O surgimento de novas formas de expressão/comunicação sempre esteve atrelado às suposições de defasagem de seus antecessores. Atualmente, a polêmica recai sobre os dispositivos que utilizam a plataforma digital, mas já é fato consumado que ao invés de sucumbirem ante esta nova e poderosa rede de integração, os dispositivos tradicionais encontraram espaço e se reformularam através da adaptação e convergência multimidiática.
Assim ocorreu com o rádio, que derrubou fronteiras e, através da web, se tornou uma mídia de abrangência mundial. É importante frisar que, em instância primária, o rádio caracteriza-se como um meio local, e portanto este fenômeno acarretou em mudanças em sua estrutura, linguagem, e até mesmo função social.
Ainda que o rádio analógico esteja presente na sociedade de forma numerosa e significativa, o conteúdo transmitido pelas ondas sonoras há muito vem perdendo seu caráter local. A padronização imposta pelas grandes redes de comunicação acarretou num afastamento da realidade do emissor e do receptor.
Sendo assim, num momento em que o conceito de rádio tornou-se tão evasivo e insuficiente para abarcar de forma satisfatória todas as suas competências, como medir ou avaliar a força que exerce sobre a audiência?
A resposta encontra-se no conteúdo jornalístico. A proximidade do radialista, da própria emissora, com os interesses de seu ouvinte revela-se na cobertura jornalística dos acontecimentos locais. É este, também, o trunfo das pequenas emissoras para não sucumbirem à constante ameaça de se submeterem às grandes corporações.
O poder da palavra falada como discurso de verdade e relato fiel da realidade, é observado desde a época de ouro do rádio, quando programas como Repórter Esso e A Hora Do Brasil tinham uma credibilidade exacerbada ao ponto de influenciarem o pensamento e raciocínio de sua audiência.
Embora nos tempos atuais esta força de verdade tenha migrado para a televisão e outras mídias, no âmbito local o rádio é mais presente, mais incisivo nos assuntos que interessam a uma população específica, e como tal, seu discurso ganha potência.
A função exercida pelo rádio pode ser também concretizada por outras mídias, pois a reprodução da estrutura radiofônica é possível em diversos suportes. Com efeito, o radiojornalismo transformou-se, então, num elemento de diferenciação e valorização deste meio, pois ainda que a revolução tecnológica represente um adicional de informações que complementam a mensagem sonora, o rádio ainda é o meio que melhor consegue atingir e penetrar a residência de cada ouvinte para – quase num discurso interpessoal – informar e entreter.
Radiojornalismo na Contemporaneidade, por Leila dos Anjos
Hoje, percebemos que a objetividade, agilidade, instantaneidade, pontualidade e ritmo na fala estão presentes no radiojornalismo. Enriquecido com a necessidade de informar os acontecimentos que estão acontecendo, com o aperfeiçoamento tecnológico e a possibilidade de alcançar o mundo. Sem contar na multiplicidade das formas da informação (debates, entrevistas, notas, boletins, etc.). Todos esses fatores influenciaram na otimização do radiojornalismo de tal forma, que o auge se encontra no radiojornalismo da web, além da proposta do digital.
Esse radiojornalismo da contemporaneidade é marcado pela especialização das emissoras, a segmentação de públicos e a melhora na qualidade sonora. Sem contar que, na web, podemos ouvir as notícias quando queremos. Junto dessas possibilidades, surge a tecnologia do radio digital que promete transformar o radiojornalismo que conhecemos, com os serviços de dados adicionais ao áudio, com imagem e texto. Muita coisa vai mudar com essa nova tecnologia e como diz Ortrieano, o jornalista não vai ser um produtor apenas de informação sonora, vai formatar textos e imagens e o ouvinte poderá ter informação mais completa. Palácios (2003) até complementa esse novo momento do radiojornalismo dizendo que:
“Este é um momento na historia do Jornalismo em que a disseminação das aplicações digitais e a generalização da comunicação mediada por computador produzem potencializações de uma tal ordem de grandeza que até mesmo as continuidades mais se assemelham de rupturas”.
Percebemos assim, que o radiojornalismo contemporâneo está sempre em processo de evolução e segue como tipo de conhecimento essencial para a organização das sociedades complexas. Além disso, o gênero jornalístico tem uma grande marca da intertextualidade e domínio sobre a definição dos limites da atualidade. Em suma, a única coisa que faz mais falta no radiojornalismo e em outros programas é a interatividade, a possibilidade de enviar e de receber, fazendo dos ouvintes grandes aliados neste meio.
Texto de Luana Lago
O rádio por ser um meio portátil e com grande abrangência de transmissão, consegue o imediatismo das informações jornalísticas. E essa informação é elemento indispensável, pois é o que de fato confere identidade e fortalece a presença dos rádios nas localidades. O radiojornalismo é um dos alicerces que sustenta as rádios locais na sociedade atual, por meio da intimidade e facilidade com que trata e discutem as questões, o índice de audiência desses programas é alto. E ainda são favorecidos pela proximidade geográfica e também pela agilidade com que pode pôr a notícia no ar. É mais fácil ouvir a notícia de primeira mão no radiojornalismo, do que no telejornalismo, por toda facilidade tecnológica envolvida.
O grande aliado no radiojornalismo na sociedade contemporânea é o tempo. A tecnologia proporciona uma informação onde o tempo não é linear. O tempo de recepção das notícias não é mais estabelecido pelos produtores da informação, mas é construído para a audiência individual, de maneira personalizada. Assim, o tempo e o espaço deixam de ser uma barreira, pois é possível ouvir rádio de qualquer lugar, e no momento que interessar.
Portanto, o radiojornalismo age como o mediador mais instantâneo das informações. E como vivemos em uma sociedade onde as notícias são transmitidas em tempo real, essa agilidade do rádio, desenvolve melhor o conhecimento e consegue cumprir seu papel principal, a transmissão ágil da informação.
Radiojornalismo na Sociedade Contemporânea - por Nínive Leão
Por muito tempo o jornalismo no rádio foi considerado a fonte de informações mais rápida e popular. A localidade e o caráter imediato das notícias (através da transmissão ao vivo), assim como a linguagem simples e direta dos locutores e repórteres fizeram com que, em pouco tempo, a sociedade referenciasse o rádio como um meio de grande credibilidade. A facilidade de produção de um jornal baseado na oralidade e a tecnologia capaz de levar informação para lugares longínquos proporcionaram a disseminação de conhecimento, informação, entretenimento e permitiram que os radiojornais atingissem parcelas da população distantes dos grandes centros.
Radiojornalismo na sociedade contemporânea (brasileira) - Rafael de Castro
O rádio sempre foi pensado como um meio que pudesse levar informação ,educação e entretenimento para as pessoas. Por ser o pioneiro encontrou algumas dificuldades relacionadas com a linguagem, pois quando surgiu a maioria da população era analfabeta e a linguagem era muito “intelectual” para que a maioria compreendesse. O tempo passou e o rádio conseguiu um público fiel, sendo considerado um meio de comunicação “local”, talvez o motivo maior da sobrevivência do rádio hoje. Muitas notícias televisivas estão nos grandes centros,e as populações do interior tem no rádio um grande aliado para saber o que esta acontecendo em sua cidade.
O rádiojornalismo tem o poder de transformar uma notícia de caráter local em mundial, por exemplo, um individuo pode criar uma emissora na internet e falar para todo o mundo ou apenas para um grupo de amigos. O radio inaugura o jornalismo ao vivo , passando informações na hora do acontecimento, mas nem sempre a audiência esta disponível para ouvir determinado assunto, diferente da internet que tem o poder de “congelar” disponibilizando a notícia a qualquer hora. Caindo em confronto com a citação de Medistch “ trata-se de um meio de comunicação sonoro,invisível e em tempo real”. Assim como o rádio não morreu, mas modificou-se o jornalismo deve passar pelo mesmo processo, que se trata de não ter mais o privilégio de ter os fatos em primeira mão, pois hoje cada indivíduo possui uma pequena câmera ou um celular presenciando os fatos, e sim do aprofundamento do fato, a análise.
Hoje as notícias estão por toda parte, com a era digital todos se tornaram “jornalistas” tendo fatos e acontecimentos de fácil acesso. Por isso o tempo passa a ser importante, pois ele agora influencia no sentido do acontecimento, para a internet não muito, mas o radio precisa de acontecimentos atuais . Por fim, o radiojornalismo muitas vezes vai ter que abdicar dos fatos em primeira mão, para ter uma noticia mais aprofundada e com mais qualidade para competir com as outras mídias.
Radiojornalismo e Sociedade Contemporânea - Marina Alves
A criação e popularização do rádio foi uma verdadeira revolução no campo da comunicação. Os primeiros programas mais estruturados a serem transmitidos foram os jornais. A inovação do “ouvir” possibilitou que essa mídia atingisse um grande público, incluindo analfabetos, excluídos dos conteúdos exibidos através de veículos escritos. O radiojornal foi e ainda é uma importante fonte de informação para a sociedade.
Os radiojornais, ainda hoje, tem um importante papel na sociedade. Eles são ainda a mídia que alcança todo os níveis sociais e praticamente todas as localizações. Nas pequenas cidades e no interior rural, o telejornal não possui a influência e a utilidade que o produto do rádio, pois este, parece ser mais “próximo” do ouvinte, uma vez que não dá ênfase apenas a notícias nacionais, expõe também notícias locais, além de ouvir os ouvintes e repassar recados e avisos, cobrindo a ausência do telefone ou outra forma de comunicação. Tudo isso, sem depender ,necessariamente, de energia elétrica.
Atualmente, o radiojornal aderiu a uma nova forma de transmissão.manteve seu público no meio rural e nas cidades com os métodos tradicionais, inclusive de recepção e atingiu também um público ligado às novas tecnologias, no caso, a internet. O jornal com formato baseado no modelo original de apresentação somente com áudio, disponível agora em formato digital. Uma forma de repensar o rádio, sem perder a essência, ganhando ainda mais ouvintes.
Logo, observa-se que o radiojornal é um importante veículo de informação. Seja a nível nacional, regional ou local, o conteúdo é levado e selecionado conforme as peculiaridades de cada local e público. Ao alimentar duas formas de transmissão/recepção, sendo uma tradicional e outra via internet, o jornal no rádio consegue um ganho de ouvintes e reforça se papel informativo para a sociedade contemporânea.
TEXTO - MALÚ
Sintonia do Conhecimento - Leila dos Anjos e Lívia Gouveia
Radiojornalismo e a sociedade contemporânea.
A distribuição de informação com o radio é baseada em várias escalas: existe transmissão para a comunidade, para a cidade, para o país e na atualidade também para o mundo inteiro via internet. A grande questão do radio na atualidade é a sua inserção em outras midias, como aproveita-la e de que forma redireciona-la ja que agora ela é uma parte da hipermídia. Existe também o quisito da confiabilidade do meio de informação que é muito discutida quando se fala em mídia e jornalismo, o que está diretamente ligado ao radiojornalismo. Eduardo Meditsch cita "No estágio atual de desenvolvimento de nossa civilização, a escrita enquanto tecnologia da palavra se autonomizou criando seus próprios caminhos e distanciando-se do oral. Esta autonomização, intensificada pela tipografia, é que permitiu o surgimento de novas formas de pensar e de dizer a realidade, tal como a ciência moderna ou o jornalismo".
O jornalismo provido da tecnologia da palavra se tornou algo estritamente característico, tanto é que isso está refletido no rádiojornalismo e sua sobriedade de locução, como se estivesse narrando uma matéria escrita numa página de jornal impresso, resquícios que também estão na televisão e seu telejornalismo.
Mas quando se fala em sociedade contemporânea a coisa se torna mais líquida, já que agora o Radio também está inserido na hipermídia e a hipermídia é tão heterogênea quanto a sociedade que a formou, então o Radiojornalismo assume estéticas e novas possibilidades, seja em transmissão ao vivo, transmissão interativa ou padrão "banca de jornal impresso".
A estética do radiojornalismo muda principalmente na questão da linguagem. Como eu citei antes, hoje, existem várias escalas de transmissão da informação. Falei sobre escalas de um modo geografico espacial, mas também existe o geográfico político, a estética de informação muda da comunidade para a cidade e muda para o mundo também. "Os falares diferem de grupo para grupo" BARTHES. Sendo assim a contemplação do Radiojornalismo deve ser feita numa leitura "não padrão" ao contrário de como segue a escrita. Com uma convergência midiática e distribuição cada vez maior dos meios de informação, a grande tarefa do radiojornalismo é sua adequação para cada espaço e como se servir das informações e de outras mídias e passa-las para o público ouvinte.
Thiago Ferreira.
Radio jornalismo e sociedade contemporânea.
Inicia-se o século XXI e a internet demonstra enorme capacidade de convergir características de diversas mídias, e o que parece ser mais uma ameaça ao rádio, se mostra uma nova possibilidade.
O radio jornalismo despontou como alternativa de acesso a informação com o diferencial de concedê-la de maneira quase instantânea, por funcionar ao vivo. Hoje em dia as pessoas têm a possibilidade de se informar instantaneamente acompanhando os grandes portais multi-temáticos da internet. Mas, principalmente em grandes centros urbanos, onde as pessoas costumam passar horas no trânsito, ainda se cultiva o hábito de acompanhar as notícias locais e/ou internacionais sintonizando alguma rádio disponível no espectro radiofônico.
Voltando a internet, é apropriado dizer que o radiojornalismo pode simplesmente ser acompanhado ao vivo, sintonizando uma rádio convencional que transmite seu conteúdo via web; ou que o programa jornalístico, mesmo sendo transmitido ao vivo, pode, por meio de uma ferramenta adequada colocada a disposição no site, ser pausado. Assim é acionando a gravação do mesmo, pra que o ouvinte possa acompanhar a notícia, depois, quando dispuser de tempo para isto.
Outra forma de relação do ouvinte com a notícia em formato radiofônico é possível através dos podcasts. Mas estes tendem a descaracterizar o sentido de rádio sugerido por autores como Eduardo Meditsch, que afirma ser o rádio “um meio de comunicação sonoro, invisível e que emite em tempo real”. Os podcasts, por serem, sabido por todos, gravados e colocados a disposição pra serem ouvidos quando o ouvinte quiser, não foram feitos pra serem ao vivo.
Enfim, a tendência atual para o radiojornalismo é se adaptar a internet, sempre ao vivo, mas com possibilidade de pausa e gravação, além de não só tratar de notícias locais, como no princípio do rádio, quando ele atendia apenas a uma comunidade (uma bairro ou uma cidade); mas de notícias internacionais, já que na web, ele estará disponível em qualquer parte do globo.
Filipe Lima Brito
O radiojornalismo na sociedade contemporânea, por Igor Jandiroba
A principal característica do rádio é a sua proximidade do ouvinte. E é esse estar próximo que possibilitou a criação de um jornalismo propriamente radiofônico. Logo quando o rádio surgiu, o Brasil era um país de muitos analfabetos, cegos sociais, impossibilitados de conhecer verdadeiramente o que estava a sua volta. As notícias circulavam pelas grandes cidades debaixo dos braços de uma minoria rica e alfabetizada. O radiojornalismo surge se opondo a tudo isso, levando a noticia a todos, sem distinção.
O surgimento da televisão e seus telejornais não detiveram o poder das noticias radiofônicas, pelo contrário, elevou o seu caráter local. A TV leva o homem às notícias do mundo, o rádio o mostra o que acontece ao seu lado. Por isso a força do radiojornalismo, por isso a sua perdura.
Atualmente, o Brasil não é mais um país de analfabetos, porém, mais uma vez somos levados a presenciar uma mudança na forma de fazer e receber a notícia. Uma forma guiada e sustentada pela convergência digital através da internet. Assim como todo o jornalismo em si, o radiojornalismo torna-se palpável e por isso ainda mais democrático com a ascensão das mídias virtuais.
Hoje podemos ser mais do que ouvintes, somos participantes e transmissores dos acontecimentos, do regional ao mundial. Mágda Cunha discorre a cerca desse novo alcance do rádio: “Num período de tecnologia digital, o rádio soma a esta abrangência a possibilidade de transmissão de uma mesma mensagem de caráter local em esfera mundial. Um indivíduo pode criar sua emissora na internet, fazê-la falar para o mundo ou apenas para um grupo de pessoas.” (CUNHA, 2004, p.11)
A digitalização do meio radiofônico permitiu ainda um novo modo, não só de fazer, como de ouvir o rádio. A internet dotou-nos do poder de escolher quais notícias, por quanto tempo e por quantas vezes queremos ouvir, modificando completamente a nossa forma de interagir com a notícia. “O tempo de recepção não é mais o estabelecido pelos tradicionais produtores da informação, mas é construído pela audiência individualmente, de maneira personalizada... produzindo novos sentidos a um formato ao qual todos já estávamos acostumados.” (CUNHA, 2004, P. 18)
É inquestionável a importância do radiojornalismo tanto para as pequenas cidades, onde o caráter local é bastante significativo, quanto para os grandes centros, que hoje encontram também no rádio uma forma de conhecer e porque não, divulgar o mundo. Contradizendo várias afirmações a cerca do seu fim, o veículo radiofônico prova que é capaz de se adequar às mudanças da pós-modernidade, não como coadjuvante, mas participante ativo nessa nova era da informação.
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