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Radio jornalismo e sociedade contemporânea.

O rádio se estabeleceu no país como meio popular de comunicação, por oferecer de graça seu conteúdo e abranger uma considerável área de atuação, suficiente pra cumprir o papel de informar as pessoas de toda uma comunidade. Viveu na década de 1950 sua época de ouro, foi ameaçado pela televisão nos anos que se seguiram, mas contrariou as insinuações de que sucumbiria, permanecendo firme como opção de veículo de comunicação.
Inicia-se o século XXI e a internet demonstra enorme capacidade de convergir características de diversas mídias, e o que parece ser mais uma ameaça ao rádio, se mostra uma nova possibilidade.
O radio jornalismo despontou como alternativa de acesso a informação com o diferencial de concedê-la de maneira quase instantânea, por funcionar ao vivo. Hoje em dia as pessoas têm a possibilidade de se informar instantaneamente acompanhando os grandes portais multi-temáticos da internet. Mas, principalmente em grandes centros urbanos, onde as pessoas costumam passar horas no trânsito, ainda se cultiva o hábito de acompanhar as notícias locais e/ou internacionais sintonizando alguma rádio disponível no espectro radiofônico.
Voltando a internet, é apropriado dizer que o radiojornalismo pode simplesmente ser acompanhado ao vivo, sintonizando uma rádio convencional que transmite seu conteúdo via web; ou que o programa jornalístico, mesmo sendo transmitido ao vivo, pode, por meio de uma ferramenta adequada colocada a disposição no site, ser pausado. Assim é acionando a gravação do mesmo, pra que o ouvinte possa acompanhar a notícia, depois, quando dispuser de tempo para isto.
Outra forma de relação do ouvinte com a notícia em formato radiofônico é possível através dos podcasts. Mas estes tendem a descaracterizar o sentido de rádio sugerido por autores como Eduardo Meditsch, que afirma ser o rádio “um meio de comunicação sonoro, invisível e que emite em tempo real”. Os podcasts, por serem, sabido por todos, gravados e colocados a disposição pra serem ouvidos quando o ouvinte quiser, não foram feitos pra serem ao vivo.
Enfim, a tendência atual para o radiojornalismo é se adaptar a internet, sempre ao vivo, mas com possibilidade de pausa e gravação, além de não só tratar de notícias locais, como no princípio do rádio, quando ele atendia apenas a uma comunidade (uma bairro ou uma cidade); mas de notícias internacionais, já que na web, ele estará disponível em qualquer parte do globo.


Filipe Lima Brito

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